Polícia ouvirá testemunhas e analisará imagens para esclarecer feminicídio no Zé Pereira

26º feminicídio Vera Lucia Rossate da Cunha foi morta dentro do próprio comércio, no Zé Pereira; Polícia Civil vai ouvir testemunhas para esclarecer a motivação Juliana Oliveira e Vinicius Costa 16 de setembro de 2026 – 18h19 A Polícia Civil confirmou como feminicídio a morte da comerciante Vera Lucia Rossate da Cunha, de 60 anos,...


26º feminicídio

Vera Lucia Rossate da Cunha foi morta dentro do próprio comércio, no Zé Pereira; Polícia Civil vai ouvir testemunhas para esclarecer a motivação

A Polícia Civil confirmou como feminicídio a morte da comerciante Vera Lucia Rossate da Cunha, de 60 anos, assassinada a tiros no início da tarde desta quarta-feira (16), no bairro Zé Pereira, em Campo Grande. O irmão dela, Judicrei Rossate Cunha, apontado como autor do crime, também morreu após atirar contra si.

Segundo a delegada Analu Ferraz, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), Judicrei utilizou um revólver calibre .38, que pertencia a ele.

“A gente ainda vai ouvir as testemunhas para ter mais informações, mas realmente foi um feminicídio e depois atentou contra a própria vida. A arma era dele, um revólver 38”, afirmou.

Vera foi encontrada morta dentro da própria loja de aviamentos, localizada na Rua Sagarana. Conforme a delegada, somente a comerciante estava no estabelecimento no momento do crime. Imagens de câmeras de segurança do local foram obtidas pela investigação, mas não serão divulgadas.

A motivação do feminicídio ainda não foi esclarecida. A delegada informou que as demais circunstâncias serão apuradas a partir dos depoimentos das testemunhas. Segundo Analu Ferraz, não há registros de ocorrências anteriores relacionadas à violência doméstica envolvendo Vera, que nunca havia registrado boletim de ocorrência.

Informações repassadas por familiares à reportagem do JD1 Notícias apontaram que Judicrei teria sido internado compulsoriamente em razão do uso de entorpecentes e, após deixar a internação, teria ameaçado familiares. A possibilidade de que o crime tenha sido motivado por vingança é uma das hipóteses levantadas, mas ainda não foi confirmada pela Polícia Civil.

Com a morte de Vera, Mato Grosso do Sul chega a 26 feminicídios registrados em 2026. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

 

 



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