Preso pela PF, empresário alega "sufocamento financeiro" para não pagar fiança

Pedro Henrique Galvão de Oliveira foi alvo de ação que investiga esquema de fraude com cartões bancários Pedro Henrique foi preso em operação que investigação esquema de fraude bancária (Foto: Reprodução) Alegando “sufocamento financeiro” causado pelo bloqueio das contas durante as investigações da operação “Cyber Trap”, a defesa do empresário Pedro Henrique Galvão de Oliveira,...


Pedro Henrique Galvão de Oliveira foi alvo de ação que investiga esquema de fraude com cartões bancários

Pedro Henrique foi preso em operação que investigação esquema de fraude bancária (Foto: Reprodução)

Alegando “sufocamento financeiro” causado pelo bloqueio das contas durante as investigações da operação “Cyber Trap”, a defesa do empresário Pedro Henrique Galvão de Oliveira, de 27 anos, acionou a Justiça para tentar derrubar a fiança de R$ 15 mil estipulada para sua soltura. O rapaz foi alvo da PF (Polícia Federal) em Campo Grande na manhã de quinta-feira (21) e acabou preso em flagrante.

Empresário de 27 anos preso em Campo Grande durante a operação Cyber Trap da Polícia Federal tenta derrubar fiança de R$ 15 mil alegando bloqueio de contas. Pedro Henrique Galvão de Oliveira foi flagrado com pistola de registro vencido e é investigado por fraudes bancárias e lavagem de dinheiro via criptomoedas, esquema que teria movimentado R$ 120 milhões. A defesa argumenta que a fiança equivale à manutenção indireta da prisão.

Pedro Henrique foi flagrado no condomínio Sky Residence, loteamento fechado na Vila Planalto, portando uma pistola Taurus calibre .380 com o registro vencido e em nome de terceiros. Embora a prisão tenha ocorrido em decorrência do armamento irregular, ele é investigado por fraudes bancárias eletrônicas e lavagem de dinheiro via criptomoedas, esquema que teria movimentado R$ 120 milhões.

No pedido de liberdade provisória, o advogado Paulo Henrique Almeida Miguel Hoffman sustenta que a exigência do valor de R$ 15 mil se torna ineficiente e equivale a uma manutenção indireta da prisão. Isso porque, durante as diligências, houve o bloqueio integral de todas as contas bancárias do empresário, além da apreensão de seus bens.

“A imposição de fiança, nessas circunstâncias, equivaleria à manutenção indireta da prisão por incapacidade econômica, afrontando os princípios constitucionais da proporcionalidade, dignidade da pessoa humana e presunção de inocência”, diz a defesa;

Outra alegação do advogado é que o crime de posse de arma não envolveu violência ou grave ameaça e que o investigado possui residência fixa e trabalho lícito na Capital. Paulo também destaca que Pedro tem “residência fixa, ocupação lícita, vínculos familiares sólidos e ausência de elementos concretos indicando risco de fuga”.

Caso o pedido de isenção seja negado, a banca solicita a aplicação de medidas cautelares alternativas, como o uso de tornozeleira eletrônica ou a entrega do passaporte, para que ele possa responder ao processo fora da cela.

Operação

Na residência de Pedro Henrique, no condomínio Sky Residence, loteamento fechado na Vila Planalto, a PF apreendeu um Ford Mustang, veículo que pode valer meio milhão de reais, uma caminhonete Amarok e um Virtus. Os policiais ainda levaram computadores e um malote.

As investigações apontaram um esquema de ocultação patrimonial, que teria movimentado mais de R$ 120 milhões. A ação cumpriu 10 mandados de busca e apreensão, além de medidas de bloqueio patrimonial na Capital e em Campo Limpo Paulista (SP).

Conforme a PF, apuração teve início em 2023, após comunicação da Caixa Econômica Federal sobre site que comercializava cartões bancários fraudados, o que levou à identificação do principal suspeito e de outros integrantes do grupo criminoso.

Durante o cumprimento das medidas judiciais, foram apreendidos celulares, computadores, veículos, joias, dinheiro em espécie, criptoativos e imóveis. A operação integra as ações do Projeto Tentáculos, iniciativa da Polícia Federal em parceria com a Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) e instituições financeiras para o combate às fraudes bancárias eletrônicas. A ação conta com 44 policiais federais.



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