É a 2ª vez em menos de um mês que o Esquadrão da Juventude soma recursos milionários
O projeto social Esquadrão da Juventude, idealizado pelo vereador Fábio Rocha (União Brasil), voltou a ser o principal destinatário de emendas parlamentares em Campo Grande, somando R$ 2.135.401,79 em repasses de oito vereadores da Câmara Municipal. Os valores foram publicados na edição extra do Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande) desta segunda-feira (11).
O projeto social Esquadrão da Juventude, do vereador Fábio Rocha, recebeu R$ 2,13 milhões em emendas parlamentares de oito vereadores de Campo Grande, conforme publicação no Diário Oficial. Os maiores repasses foram de Delei Pinheiro, R$ 550 mil, Jean Ferreira, R$ 395 mil, e Papy, R$ 250 mil. Em abril, o projeto já havia recebido R$ 2,17 milhões. Rocha afirmou que os recursos seguem critérios legais e passam por fiscalização da Controladoria e do TCE-MS.
De acordo com a publicação, as emendas impositivas foram destinadas ao projeto por Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB), Delei Pinheiro (PP), Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), Jean Ferreira (PT), Marquinhos Trad (PV), Neto Santos (Republicanos) e Francisco Gonçalves de Carvalho, o Veterinário Francisco (União Brasil). O vereador Wilton Celeste Candelorio, o Leinha (Avante), aparece com duas indicações que somam mais de R$ 415 mil.
Entre os maiores valores estão os R$ 550 mil destinados por Delei Pinheiro, seguidos por R$ 395,1 mil de Jean Ferreira e R$ 250 mil de Papy. As emendas têm como finalidade, segundo o documento, a aquisição de materiais permanentes e a contratação de mão de obra qualificada para melhorias estruturais e operacionais do projeto.
Esta não é a primeira vez que o Esquadrão da Juventude concentra repasses de emendas parlamentares. Em abril, a iniciativa já havia recebido cerca de R$ 2,17 milhões de vereadores da Capital, reforçando o volume de recursos destinados ao projeto.
Em nota, o vereador Fábio Rocha afirmou que o envio de emendas segue critérios técnicos e legais e que os recursos são destinados à organização social responsável pela execução do projeto, e não ao seu gabinete.
Segundo ele, as emendas são impositivas e cada parlamentar tem autonomia para indicar a destinação de sua cota. Fábio Rocha também destacou que a instituição possui CNPJ próprio e é submetida às regras do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil.
O vereador acrescentou ainda que os recursos são vinculados a um plano de trabalho aprovado pelo poder público e passam por fiscalização dos órgãos de controle, como a Controladoria do Município e o TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul).
Outro projeto citado na publicação foi o da Associação Beneficente Casa Rosa, idealizada pelo vereador e médico Victor Rocha (PSDB), que recebeu R$ 20 mil de emenda do vereador Juari Lopes, o Professor Juari (PSDB). Segundo Victor Rocha, a iniciativa atua com atendimentos médicos e já realizou mais de 15 mil procedimentos, sendo mantida com gestão própria e apoio de emendas parlamentares.