Projeto vai custear exames em mães para identificar contato de bebês com drogas

Saúde e Bem-Estar O investimento anual será de R$ 9,6 mil, com previsão de cinco testes toxicológicos por mês Por Izabela Cavalcanti | 25/04/2026 09:05 Bebê prematuro em Unidade de Terapia Intensiva de hospital (Foto: Divulgação/HRMS) Para identificar o contato de recém-nascidos com drogas ilícitas, o MPMS (Ministério Público Estadual) vai investir R$ 9,6 mil...


Saúde e Bem-Estar

O investimento anual será de R$ 9,6 mil, com previsão de cinco testes toxicológicos por mês

Por Izabela Cavalcanti | 25/04/2026 09:05

Bebê prematuro em Unidade de Terapia Intensiva de hospital (Foto: Divulgação/HRMS)

Para identificar o contato de recém-nascidos com drogas ilícitas, o MPMS (Ministério Público Estadual) vai investir R$ 9,6 mil neste ano para o projeto “Cuidados com o nascituro e a criança recém-nascida concebidos por mães dependentes químicas”, desenvolvido pela 33ª Promotoria de Justiça de Campo Grande.

O Ministério Público do Mato Grosso do Sul investirá R$ 9,6 mil em exames toxicológicos para identificar o contato de fetos com drogas ilícitas. O projeto prevê 120 exames em 2026, sendo 60 para maconha e 60 para cocaína, realizados apenas com consentimento da gestante por coleta de urina. O objetivo é encaminhar as mães à rede de saúde e adotar medidas de proteção às crianças.

O custo unitário de cada exame sairá por R$ 45, valor definido a partir de pesquisa de mercado e do histórico de contratações anteriores. Para 2026, está prevista a realização de até 120 exames toxicológicos, sendo 60 para detecção de maconha e 60 para cocaína, com média estimada de cinco atendimentos por mês.

Os exames serão realizados sob demanda, somente com o consentimento da gestante. Quando solicitados, serão coletados pela urina, um método não invasivo.

De acordo com o Ministério Público, o objetivo é identificar a eventual exposição do feto e do recém-nascido a drogas ilícitas e, com isso, fazer o encaminhamento adequado das gestantes à rede de saúde e assistência social e adotar medidas de proteção à criança.

A relevância social do projeto está vinculada ao princípio da proteção integral, previsto no artigo 227 da Constituição Federal e no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). Além disso, também integra a atuação preventiva e protetiva do MPMS na defesa dos direitos fundamentais de crianças e adolescentes.

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