Crime ocorreu em 2025, após mulher encerrar relação; vítima sofreu fraturas e passou por cirurgias
Por Gustavo Bonotto | 03/09/2026 21:55
Réu por tentativa de feminicídio foi condenado nesta quinta-feira (3), em Campo Grande, a 23 anos, um mês e dez dias de prisão por tentar matar a ex-companheira em agosto de 2025. Ele atropelou a mulher com um carro e a prensou contra o muro de uma casa na Vila Nossa Senhora das Graças porque não aceitava o fim do relacionamento. O julgamento ocorreu na 1ª Vara do Tribunal do Júri.
Homem foi condenado a 23 anos, um mês e dez dias de prisão por tentar matar a ex-companheira em Campo Grande. O réu atropelou a vítima com um carro e a prensou contra um muro na Vila Nossa Senhora das Graças em agosto de 2025. A sentença, proferida na 1ª Vara do Tribunal do Júri, determinou regime fechado e indenização de dez salários mínimos à vítima, que sofreu fraturas e precisou de cirurgias.
A sentença determinou que o homem cumpra a pena inicialmente em regime fechado e não autorizou que ele recorra em liberdade. Ele também terá de pagar indenização equivalente a dez salários mínimos à vítima. O réu foi condenado por tentativa de feminicídio.
O crime ocorreu na noite de 30 de agosto de 2025, na Rua Arcângelo Coreli. Conforme noticiou o Campo Grande News na época, a vítima tinha 35 anos e havia decidido terminar o relacionamento. O homem não aceitou a separação e usou o carro para atingi-la.
A mulher foi prensada contra o muro da residência onde morava com a mãe e os três filhos. Com o impacto, parte da estrutura ficou destruída. O homem tentou deixar o local, mas foi localizado pouco depois em um terreno baldio próximo.
A vítima recebeu atendimento e foi levada para a Santa Casa. Ela sofreu cortes no rosto, fraturas na bacia e no quadril e precisou passar por cirurgias no pulso e no joelho. Os ferimentos a deixaram sem conseguir andar ou sentar durante o início da recuperação.
Dias depois do ataque, a diarista contou ao Campo Grande News que ficaria imobilizada por pelo menos seis meses. Na época, ela sustentava os três filhos, então com 16, dez e sete anos, com o trabalho em casas de família. A recuperação também a afastou das atividades profissionais.