Diretor executivo do aplicativo de vídeo TikTok se demite

O diretor executivo da TikTok renunciou hoje ao cargo, no momento em que os EUA pressionam o proprietário chinês a vender o popular aplicativo de vídeo, que a Casa Branca diz ser um risco para a segurança nacional.

Numa carta aos funcionários, Kevin Mayer disse que sua decisão surge depois de o "contexto político ter mudado drasticamente" a situação da empresa.

A demissão acontece depois de o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter ordenado a proibição do TikTok, a menos que a proprietária, a Bytedance, venda as suas operações nos EUA a uma empresa norte-americana num prazo de 90 dias.

"Fiz uma reflexão significativa sobre o que as mudanças estruturais empresariais exigirão e o que isso significa para o papel global com o qual me comprometi", escreveu Mayer.

"Neste contexto, e como esperamos chegar a uma resolução muito em breve, é com o coração pesado que gostaria de informar (...) que decidi deixar a empresa", salientou o ex-executivo da Disney, que assumiu o cargo de diretor executivo do TikTok em maio.

Os EUA aumentaram o escrutínio das empresas de tecnologia chinesas, justificando a ação com preocupações de que possam representar uma ameaça à segurança nacional.

A Bytedance está atualmente em negociações com a Microsoft para que a empresa norte-americana compre as operações da TikTok nos EUA.


TikTok aprova novas regras para combater "ideologia de ódio"

A rede social TikTok publicou novas diretrizes para a sua comunidade que incluem uma nova regra banindo quem “negar existência de eventos violentos bem documentados”.

O objetivo da empresa responsável da app – que se tornou um sucesso entre os mais jovens – é evitar a proliferação de teorias da conspiração, como quem nega que o Holocausto tenha de fato ocorrido, ou até mesmo a escrevidão.

Ao Business Insider, um porta-voz da TikTok admite que estas teorias da conspiração serão vigiadas na plataforma e que se enquadram dentro da “ideologia de ódio” da plataforma. É uma forma de combater a desinformação e preservar a história.